6.2.09

Sujou a barra da calça boca de sino na poça da rua. A chuva era forte, o vento ainda mais. E suas lágrimas.
Cansou do guarda-chuva (que por reforma tem hífem ou não?). Não precisava de uma nova casca, já tinha a sua... sendo de bolinhas coloridas ou não. Chuva na testa é sensacional. Faz bem para a pele e limpa a alma; me disseram que significa transformação.

Sentia calor, não de sol, mas de espírito; estava febril. Não calor lascivo ou da idade, era calor de vida. Ela queria mais que a vida.. ela queria tudo!
Não dava para abraçar a chuva. Mas dava pra se banhar nela.

O vento agora era da pressa, corria para pegar tudo, para sentir tudo... talvez se molhasse mais rápido e entenderia o porque daquilo tudo. Isso se houvesse algo a se entender.

Deus estava na chuva, mas ela não queria saber... na chuva só bastava ela mesma.

4 comentários:

Clara disse...

If I could fly away, I wouldnt come back no more.. I'd turn around, just to see you for the last time..

se vc me perguntar de quem é, vc não vai acreditar na resposta!

Laís Matuck disse...

quem me dera se chovesse um pouco aqui na supostamente 'terra da garoa'
ta um calor infernal.

Mrs. Dalmaso disse...

não é a mesma cami que eu vi na quarta-feira ;)
é mais uma das muitas camis que eu adoro...

e by the way, pra não perder o costume, poça é com ç! (e não faço idéia - com acento! - quanto ao guarda-chuva)

Daney disse...

"just singing in the rain, what a glorious feeling! i'm happy again."